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Decepção,seguir em frente,as flores,Itália,uma nova casa,sorvete,mater o entusiasmo infantil,adoro Marcelo,adeus Marcelo,o sol,a terra,uma nova família em:
"SOB O SOL DA TOSCANA"
O melhor desse filme é como ele equilibra o uso de alguns clichês (usados sempre de forma econômica e divertida) com a negação de outros clichês.
Por exemplo: o filme começa com Frances (Diane Lane, indescritível de tão perfeita para o papel) descobrindo que seu marido tem um caso. Vem o divórcio, e o marido consegue levar a melhor, ficando até com a casa. Todo mundo pensa, "Que filho da p...!". Mas o filme não segue o caminho óbvio de mostrar a vingança de Frances. Ela não vai ficar feliz quando se vingar do ex-marido; ela simplesmente tenta continuar sua vida. Essa escolha da personagem mostra a maior virtude de "Sob o sol da Toscana": este é um filme essencialmente bom, com pensamentos e atitudes positivos, sem ser babaca. Isso faz do filme quase uma anomalia, uma anomalia muitíssimo bem vinda: é um filme que te deixa bem, que te faz sentir bem ao mesmo tempo em que faz refletir.
Nessa estória,quando você acha que a heroína vai encontrar um amor,logo surgi uma decepção e você fica triste junto com ela.
"Sob o sol da Toscana" é puro e carismático,porque mostra que mesmo depois dos 40 anos,duas novas amigas podem tomar sorvete na praça e rir como 2 adolescentes.como o próprio personagem Katherine(Lindsay Duncan) diz: NUNCA PERCA O ENTUSIASMO INFANTIL e COISAS BOAS LHE ACONTECERÃO!
Será que a Frances só ficará completamente feliz e realizada quando encontrar o amor??? Não!!! em "Sob o sol da Toscana". É como diz um dos personagens: há tempos atrás, construíram uma ferrovia na Suíça, numa região inóspita. Não havia nem trens na época, mas mesmo assim eles construíram a rodovia: pois eles sabiam que um dia o trem chegaria. Assim é com Frances: no fim do filme, ela percebe que felicidade e realização vão muito além de um amor na vida. E é quando ela percebe isso que as coisas acontecem...
O filme me conquistou porque me fez acreditar que é fácil comprar uma casa na Itália. Porque é recheado de pequenas coisas que dão sabor a vida, como acariciar um filhote de pato ou receber um aceno de um velhinho. Porque a narração de Frances(Diane Lane) é agradável e serena como poucas. Porque Frances, depois que vai para a Itália, tem vários momentos em que age como pateta, e todos são uma delícia de reais.
E também porque aquela torneira, ao final do filme, tem significados óbvios e maravilhosos, condensando todas as coisas boas que o filme quer passar. E é uma imagem magnífica para fechar o filme, uma catarse humilde, por assim dizer, mas que não poderia ser mais bonita ou mais forte. Não quero que essa imagem nunca saia da minha cabeça.
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Para ler
sobre o filme "Quando um estranho chama"
Clique abaixo:
http://studio54.blog.terra.com.br/sobre_o_filme_quando_um_estranho_chama